20061220

Ilha de Páscoa: Magnífico encontro entre ciência e mistério

Conheça a ilha que flutua entre o Chile e a Polinésia na imensidão de vulcões e os enormes moais: figuras vulcânicas que permanecem mistério para a humanidade.
Apontada como a região mais misteriosa e isolada do planeta, a Ilha de Páscoa está a 3.700 quilômetros da costa oeste do Chile em direção a Polinésia Francesa, peculiaridade cultural que lhe concede título de Te Pito OTe Nua, ou Umbigo do Mundo. Triangular, é formada por três vulcões - entre três milhões e 300 mil anos - que se abrem entre crateras alagadas pela água da chuva rodeadas por plantas que não existem em outro lugar.

Antes de ser "descoberta" pelo navegador holandês Jacob Roggeveen, no domingo de páscoa de 1722, a ilhota era habitada pelos rapanui, povo nativo que deixou talvez a maior herança mística para o mundo. Com cerca de 20 metros de altura, os moais se distribuem em cerca de 900 estatuetas de rocha vulcânica, que alinhadas para o mar, guardam toda a extensão da ilha. Únicas no mundo, as imagens monolíticas se situam em altares designados ahus, plataformas de até 7 m de altura por 60 m de comprimento.

Sabe-se que as estátuas eram dedicadas ao culto da morte de reis, sacerdotes e guerreiros, forma de expressão artística única e devoção dos rapanui. Os moai representam pessoas, não deuses, um ato de resistência e independência da antiga civilização. Conta-se que quando nas lutas um guerreiro era morto, seu moai era abatido, motivo de haver muitos deles de cabeça para baixo, de nariz enfiado na terra.

Vaga é a explicação das técnicas artísticas usadas pelos nativos, uma vez que eram cerca de 4.000 pessoas para 900 estátuas duramente moldadas em rochas vulcânicas, numa época em que não havia cavalos nem abundância de alimentos. Perguntas sobre a mobilidade (as rochas eram transportadas) e a elevação de peso e de peças ainda não encontraram respostas lógicas para desvendar as esculturas. As hipóteses incluem seres amigos vindos das estrelas e uma energia oculta que animava os rapanui, a Mana. Ainda hoje, ciência e mistério se encontram em Rapa Nui.