20061230

Saint-Tropez: Hedonismo de luxo parte II

Situado entre pequenos paraísos da Côte d´Azur, onde os raios de sol colorem a Riviera Francesa, o pequeno vilarejo de pescadores que se consagrou com as curvas de Brigitte Bardot no clássico filme E Deus Criou a Mulher (1957), de Roger Vadim, continua um escândalo.
São milhares de ricaços, artistas e pensadores que se deslocam para veranear entre os modismos tropezianos, seguidos com o fanatismo religioso para não fazer feio na terra das estrelas.
O que é OUT e o que é IN na terra de BB
Basta você chamar seu Jaguar de Jaguar quando o bacana é chamá-lo "Jag" para destruir toda sua reputação.
E no caso das moças, é pior. Bastou lavar os pés quando o chiquérrimo é passear descalça e de pés sujos para virar uma ridícula. Muito cuidado.
Dinheiro nem sempre resolve o problema. É preciso ter sensibilidade e bom gosto para observar os costumes locais, muitas vezes sem a mínima lógica.
Se um pequeno trecho da praia fica lotado enquanto o restante com a mesma areia, mesmo mar e mesmo sol estão desertos, tenha parcimônia: é possível que você tenha que atravessar a perigosa fronteira da moda para estender seu corpinho ao sol confortavelmente. No entanto, para invadir essa área é preciso estar tão seguro quanto a própria Brigitte. E se você não está nem aí, melhor ainda.
Na terra da contradição, o avesso é rei.
O estilo de vida hedonista levado pela loura nos anos 60 é seguido pelos turistas que se deslocam para verem e serem vistos, tirarem a roupa em público, participarem de orgias à beira-mar, enlouquecerem de pés sujos, torrarem a grana de toda uma vida pela ânsia de gritar aos quatro ventos que estiveram em St. Tropez no verão. E se o ápice da luxúria e da devassidão não for suficiente, o fato de estar entre celebridades deixa relés humanos impunes em suas mentes mundanas.
O grande negócio é aproveitar o momento, carpe diem, amém!
Moradores da cidade se entediam fácil nos dois meses de algazarras promovidas pela temporada, afinal de contas, não há nada para fazer.
As estreitas ruas servem de passarelas para os "Jags", homens de camisa rosa e mulheres magricelas de umbigo de fora, que desejam intimamente que tudo acabe logo para voltar e confidenciar com o planeta como foi veranear em Saint-Tropez.

Como Chegar
A estação de trem mais próxima está situada em St-Raphael, um resort vizinho. De lá, barcos deixam o Gare Maritime de St-Raphael, na Rua Pierre-Auble, e demoram cerca de 50 minutos para chegar em St-Tropez. A taxa é de 11 Euros. Há também a possibilidade de ir de ônibus, que parte do Gare Routière de St-Raphael para St-Tropez. As viagens podem levar de uma hora e meia a 3 horas, dependendo do trânsito, caótico no verão. A passagem custa 11 Euros. Há ônibus que viajam direto para St-Tropez de Toulon e Hyères, inclusive do aeroporto mais próximo, o Toulon-Hyères, a 56 quilômetros.